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Episode · Fala aí, mona!

Fuga

16 Apr 2026 · 21 min

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Episode notes

Bem vindos ao podcast “Fala aí mona!” Um spinoff das histórias mais malucas do TikTok, agora também em áudio toda quarta feira! ASSINE o conteúdo exclusivo para assinantes em ⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/falaaimona⁠⁠⁠⁠ ASSINE o conteúdo exclusivo no tiktok em ⁠⁠⁠⁠https://vt.tiktok.com/ZSHKmnbdrV2Wy-fjLhX/⁠⁠⁠⁠ Comente as histórias no grupo do Telegram ⁠⁠⁠⁠https://t.me/falaaimona⁠⁠⁠⁠ Mande sua história para [email protected]

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Perceba aí, vai petulância desse cavalo, primeiro sinal que Jesus deu a Jonas, não, não, não, não. Lá em Isaías, na página 37 pra mim é não, isso eu não te odeia, minha filha. Oi Vanessa, tchau, tchau. Bem vindos a mais um episódio aqui do nosso podcast semanal como é que vocês estão por aqui? Está tudo ótimo, gente, vocês gostaram da do último episódio? Que teve as vozes das nossas queridas da enfermaria aqui que é esse podcast seu suspício aqui gente, amamos muito maravilhoso.

E AI, Paloma, como é que faz para mandar áudio? Se você for assinante lá do clube, você tem acesso a esse episódio antes dele vir para cá. E aí você pode mandar um áudio para gente. E a sua vozinha pode aparecer, então a voz que vocês escutam aqui é dos assinantes do clube, lá não apoia. Se tá o link para se tornar um apoiador, está aqui na descrição desse episódio. Apoia.se, barra, fala e Mona. E aí você entra lá, se cadastra, se torna um apoiador e a gente sempre envia todas as informações para participar dos episódios lá no nosso grupo do Telegram, que tem link aqui na descrição também.

Tá, é isso. Vamos pra história de hoje. A Luiza perguntou se ela deve abandonar o pai e se mudar de país. E a gente vai dizer se abandonar, entre aspas aqui, porque essa história tem muitas camadas. Tá? Treta de família? Vamos ver aqui o que que vocês acham. Oi PA, tudo bom? Meu nome é Luiza e eu tenho 23 anos. Te acompanho há um tempão e hoje eu decidi te escrever. Talvez você e suas seguidoras consigam clarear as minhas ideias. Eu estou em 2 situações, uma que me deixa completamente ansiosa porque pode ser que dê muito errado, e a outra que me deixa completamente triste a ponto de querer desistir de viver. Para contextualizar, eu morava com meu pai, minha mãe e meu irmão na infância.

O meu irmão não é filho biológico do meu pai. Ele é filho de consideração, pois a minha mãe conheceu meu pai quando meu irmão tinha entre 3 e 4 anos de idade. Nós vivíamos em um ambiente de muita violência. Meu pai sempre foi alcoólatra, bebia muito e agredia minha mãe com o tempo. Quando meu irmão cresceu, ele também passou a ser agredido. Quando meus pais se separaram, eu me lembro de várias vezes em que meu pai ameaçava minha mãe de morte. Ele dizia que IA matar todos nós e depois IA acabar com a própria vida.

Por causa disso, eu desenvolvi síndrome do pânico. Eu vivia com medo de morrer e de que ele encontrasse a gente e cumprisse essas promessas, né, que ele tinha feito. Eu lembro quando eu tinha cerca de 6 ou 7 anos, eu chorava pedindo Pra Ele parar de beber. E isso me marca muito, porque eu era apenas uma criança e não deveria ter essa consciência sobre o quanto de álcool ele tomava e o quanto isso fazia mal e o quanto era difícil viver com uma pessoa viciada em álcool.

Bom, ele sempre prometia que IA parar, mas nunca parava. Desde muito nova eu comecei a sentir uma responsabilidade em relação ao meu pai. Eu via a agressividade dele, percebia o problema com o álcool e mesmo assim tentava fazer com que ele mudasse. Na adolescência, a situação piorou. Meus pais se separaram e foram morar em uma invasão, onde boa parte da família também acabou indo morar. Meu pai passou a viver no quarteirão de trás da nossa casa.

Com o tempo, ele e a minha mãe seguiram caminhos diferentes, cada um com um novo relacionamento, e ele deixou de perseguir a minha mãe. Porém, também deixou de exercer o papel de pai, não os procurava mais, não mantinha contato, nem nos chamava para passar finais de semana com ele. A minha família sempre me pressionava para visitá lo e para verificar como ele estava dizendo que se algo acontecesse, eu me arrependeria. Ele era aquele pai presente ausente, sabe? Estava por perto, se precisasse, mas ao mesmo tempo era como se não existisse.

Infelizmente, muitos viam ele como paizão, por sempre comentar de mim, mas se fazer presente que era bom, né? Nada. Toda vez que eu IA até a casa dele, eu voltava chorando. Porque via a situação em que ele se encontrava por causa do alcoolismo. Quando a namorada dele o deixou? A situação dele piorou muito. A responsabilidade, que antes era dividida, passou a ser totalmente minha. Ele entrou em depressão e eu precisava cuidar de tudo. Levava comida antes e depois do trabalho, limpava a casa, tentava convencê lo a tomar banho, conversava com os amigos para que não o levassem pra bebida. Mesmo assim, nada adiantava, porque ele não queria mudar. Chegou em um momento em que eu não aguentei mais e decidi me mudar.

Fui para um sítio com o objetivo de estudar a bíblia como uma espécie de retiro mesmo nessa época, eu fui muito julgada pelos vizinhos dele. Diziam que eu estava abandonando meu pai, que eu estava deixando ele para morrer ou que eu queria que ele morresse para ficar com a casa dele. As críticas eram constantes e vinham de todos os lados. Se eu atrasasse o pagamento do benefício dele ou tivesse algum problema para sacar, diziam que eu estava roubando.

Se eu entregasse o dinheiro todo de uma vez, ele gastava tudo em bebida pelo no mesmo dia. Ou seja, qualquer decisão que eu tomasse eu era criticada. Houve um período em que ele ficou muito doente, quase à beira da morte, então o meu irmão decidiu trazê lo para morar conosco. Atualmente, meu irmão se mudou para outro país. A gente vai dizer aqui, gente, sei lá, Alemanha, tá? E hoje moramos eu. Minha mãe e meu pai. Minha mãe trabalha fora e eu fico em casa cuidando dele.

Já estou nessa situação há quase um ano. Meu pai deu diversos problemas de saúde, está com demência, anemia, diabetes, não consegue andar e está com princípio de glaucoma. Eu não posso trabalhar com carteira assinada porque estamos tentando conseguir o benefício. BPC loas Pra Ele, se eu tiver renda formal, isso pode impedir o recebimento do benefício. Essa aposentadoria é a nossa Esperança pra conseguir colocá lo em uma instituição, já que as clínicas que encontramos são muito caras acima dos 5000 BRL por mês, o que está fora da nossa realidade.

Ele ainda não é considerado idoso, por isso a maioria dos lares para idosos não pega ele, porque ele ainda tem 58 anos. Hoje, ele recebe apenas 600 BRL que precisa cobrir alimentação, remédios e transporte pra consultas. Muitas vezes não sobra nada, às vezes deixa de fazer coisas simples, como tomar um açaí por medo de faltar dinheiro no fim do mês. Paloma, e quando acaba, minha mãe ajuda a repor ou comprar o que falta. Sua mãe também é uma Santa, né? Sua mãe, uma Santa, porque depois de tudo que esse homem fez Pra Ela.

Sua mãe ainda está ajudando alguma coisa com esse traste do teu pai aqui? Com todo respeito, Luiza, mas pelo amor de Deus, sua mãe tem um lugar no céu, né, Paloma? Eu também não tenho Liberdade. Não posso sair, viajar, passar o dia fora, porque ele depende de alguém pra dar banho, alimentar, cuidar dele. Minha vida passou a girar completamente em torno disso e eu me sinto presa, como se estivesse acorrentada a essa situação e sem saber como sair, tá? Eu precisei abandonar meu trabalho, trancar a faculdade, pois eu não tive condições de continuar pagando. Eu sinto que eu tive que parar minha vida para cuidar de alguém que decidiu que não queria mais viver. Essa responsabilidade me acompanha desde a infância e continua até hoje.

Recentemente eu fui no cras atualizar o meu cadastro e descobri que alguém me denunciou por maus tratos e quem fez a denúncia disse que eu não cuidava direito e que eu deixava ele sem se alimentar. Eu chorei o dia inteiro por isso. Minha mãe também ficou indignada porque o tanto que a gente se esforça e às vezes abrimos mão do mínimo pra nós por causa dele. Bom, tem sido revoltante, parece que nada que fazemos tá bom, eu não pedi pra ter um pai assim e com certeza minha mãe não tá feliz em ver que o seu agressor de anos tá morando na sua casa, sugando tudo que ela demorou pra construir.

Às vezes eu sinto ódio do meu pai por nos fazer passar por tudo isso, sabe? Todo mundo tentou avisar. Já conseguimos várias clínicas que ajudariam de graça e ele simplesmente não quis e mesmo tentando ajudar, recebíamos julgamentos. Eu sou julgada desde a adolescência por causa do meu pai. Tudo que eu faço tá errado e ele sempre foi visto como coitadinho, mas quem conhece de verdade não cai nessa farsa dele. Agora a cereja do bolo, eu descobri que eu tô grávida. Foi um choque no início, mas hoje eu entendo que se não fosse assim, eu não estaria aqui mais.

Antes de descobrir a gravidez, eu tava com pensamentos de tirar minha vida e eu já tinha até planejado tudo, finalizado minha carta de despedida, tinha decidido o local como seria tudo e mais um pouco, porque eu não aguentava mais Paulo nessa situação que eu tava vivendo e pra mim não tinha mais solução. Além de não ter coragem de me matar com o bebê na barriga. A gravidez me deu um motivo temporário pra continuar, mas agora também traz novos medos, porque eu percebo o quão difícil essa situação. Atualmente, eu não tenho nenhum lugar adequado para ficar, estou dormindo na mesma cama que a minha mãe enquanto meu pai dorme na minha cama.

Eu não tenho espaço para montar um berço, organizar as roupinhas da minha filha ou montar um enxoval. Além disso, eu não tenho condições financeiras para isso. Meu pai recebe 600 BRL por mês, mas agora eu estou pagando 300 para o cuidador dar banho nele. Isso me trouxe um grande Alívio, porque tirou um peso enorme das minhas costas, então não é algo que eu pretendo abrir mão. Com isso, sobram apenas 300 BRL, que não são suficientes nem para metade do mês.

Esse valor acaba sendo gasto rapidamente com alimentação básica, como um café da manhã. No fim, não sobra dinheiro para comprar roupa, fralda ou qualquer item necessário para montar um enxoval digno. Para minha filha, também não há espaço físico para isso. O quarto da minha mãe é muito pequeno, tem apenas uma cama de casal, onde nós 2 dormimos, não há lugar para colocar um guarda roupa, um berço ou qualquer coisa para o bebê. Em relação ao pai da minha filha, assim que ele soube da gravidez, terminou o relacionamento comigo inventando um motivo sem sentido.

Um mês depois, já estava até em outro relacionamento. Durante todo esse tempo, ele entrou em contato apenas 2 vezes para perguntar onde eu estava e eu estou indo para o sexto mês de gravidez. Já quando questionei sobre pensão ou ajuda financeira, ele disse que eu deveria esperar a criança nascer, pois, segundo ele, não fazia sentido pagar pensão agora, como se o bebê não precisasse de roupa, fralda. E preparação antes do nascimento. E você? Você, como gestante, também não precisa de assistência. É para isso que existe a pensão de alimentos gravídicos, amiga, você devia botar esse cara no pau, tá? É você devia bom, Paloma.

Por isso eu tenho consciência de que eu tô sozinha nessa gestação. Eu sei que a minha mãe e as minhas amigas me apoiam, mas em relação ao pai e da criança, eu sei que eu não posso contar com ele. Nunca foi meu sonho ser mãe, mas sempre que eu imaginei essa possibilidade, eu pensava em oferecer à criança tudo aquilo que eu não tive na infância, poder colocar em escolas melhores. Queria que ela crescesse bilíngue. Eu estou estudando outros idiomas, então eu não sei o quanto isso é importante, né?

Queria colocá lo no ballet, na luta, na natação, oferecer a línguentes saudáveis e vesti la da melhor forma. Recentemente, comecei a ter pensamentos que tem se repetido muito na minha cabeça, como se fosse uma Esperança, uma luz no fim do túnel. Saí do país, comecei a pesquisar sobre isso e considerei a possibilidade de pegar o empréstimo e ir pra fora do Brasil. Pensei também que, como meu irmão já mora fora, eu poderia contar com ele em algum caso de emergência.

Pesquisei bastante sobre um país que eu estou interessada e aí eu vi que são melhores cidades para morar. As formas de legalização e as leis relacionadas à imigração também são mais flexíveis. Só que Paloma, se fosse apenas eu, eu iria sem pensar 2 vezes, aceitaria qualquer condição no início, dormir onde fosse possível e me adaptaria. Mas agora eu não estou sozinha, eu estou grávida, né? Tenho medo de dar algo errado, de eu não conseguir me estabelecer e de não conseguir oferecer o mínimo necessário para minha filha. A minha maior preocupação nesse momento É Ela. Ao mesmo tempo, eu sinto que se eu fizer isso, também será pelo bem dela, porque permanecendo aqui, eu continuaria presa. A responsabilidade de cuidar do meu pai sem perspetiva de mudança eu não tenho para onde ir, não tenho outra alternativa clara.

Por isso eu saí do país. Tem parecido uma possibilidade de melhorar de vida, mas eu ainda fico assim em dúvida, porque existe o risco de não dar certo. E o meu maior medo é que falte algo para minha filha. Eu estou em um grupo de mães nesse país que eu estou afim de ir, que tem me ajudado bastante, e elas tiram dúvidas. E aí eu acompanho outros relatos e percebo que a maioria está indo com o pai da criança, o que muda completamente o cenário, né? E se eu não conseguir trabalhar após o nascimento do bebê? E se eu não conseguir um emprego a tempo do dinheiro acabar? E se eu não conseguir cuidar de um bebê sozinha ao mesmo tempo? Ir para lá?

Tem sido algo que me mantém motivado a viver. Pois sei que se eu continuar sendo obrigada a cuidar do meu pai, sem previsão disso acabar, eu não vou aguentar por muito tempo. Na verdade, eu não quero aguentar. Eu não quero cuidar de quem me fez tanto mal a vida inteira, Paloma, e simplesmente ter que abrir mão dos meus próprios sonhos por causa disso. Observações, meu passaporte já tá pronto, só preciso retirar. Sempre foi meu sonho sair do país.

Paloma, eu sei português, libras, estou estudando inglês e espanhol e a faculdade que eu fazia era uma faculdade nessa área que me daria muitas possibilidades, sempre tive isso dentro de mim. Agora eu sinto como se fosse um ultimato. Eu perguntei ao genitor se ele assinaria para que eu pudesse sair do país e ele já disse que não. Ah, não entendi. Cuidar da filha ele não quer assumir a gravidez, ele não quer, mas também não quer deixar você viver outra possibilidade, né? Entendi.

Eu chorei muito na hora depois dessa conversa, acreditando que meu sonho teria acabado, mas depois esse foi um dos motivos que me fez pensar em ir antes do bebê nascer, porque além de conseguir me legalizar muito mais rápido, não vou precisar de autorização dele, se possível. Não pretendo registrar, tá no nome dele, já que ele foi ausente a gestação toda. Bom, como eu pago um cuidador para dar banho, eu usaria 300 BRL restantes e pediria para algum familiar da área alimentação para que isso não virasse uma responsabilidade da minha mãe, pelo menos até ele ter um lugar para ir.

Enfim, é isso, minha família não está me apoiando, palamo nessa decisão. Estou viajando na maionese ou essa seria uma oportunidade para mudar minha vida e a vida da minha filha? Aí aqui, ela mandou algumas coisas que ela pesquisou tal conversa. Cara, enfim, AI, amiga, são muitas camadas aqui, Hein? Eu acho que uma das principais aqui para mim foi ficar pensando no quão difícil pode ser a sua vida em outro país sendo mãe sono, Luiza, sabe porque você sendo sozinha, completamente sozinha, anão ser que seu irmão falasse para você que vai te ajudar. Só que o seu irmão está num país e o país que você quer ir é outro, né?

Então, assim, seu irmão não estaria no mesmo lugar que você ali. E aí eu não sei que tipo de emprego você arrumaria que possibilitaria você estar. É presente para sua filha, porque assim criança fica doente. Luiza entendeu? Nos dias que a sua filha adoecer, quem vai cuidar dela para você trabalhar? Você vai largar ela com qualquer pessoa enquanto ela for muito pequenininha? Como é que é? Acesso à escola, creche, essas coisas em outro país? É diferente do Brasil.

Aqui você tem suas amigas, você tem sua mãe. Tudo bem que você está vivendo o pior cenário, cuidando do seu pai agressor e tal, não sei o que. Só que eu acho que está mais fácil resolver o seu pai aqui, simplesmente botar seu pai numa casa de idoso, aí numa casa de repouso, sei lá, qualquer lugar, nem que seja público, tentar de algum jeito enfiar seu pai em algum lugar, entendeu? Eu já teria abandonado esse velho para morrer na casa dele, mas essa sou eu, vocês sabem que eu sou amargurada?

Mas o ponto aqui é. Aqui você ainda tem a sua mãe, você ainda tem as suas amigas. E aí pode ser que tipo? Conforme sua filha nasce, você bota o genitor no pau, faz ele pagar a pensão, porque ele é obrigado a pagar. Mesmo que seja pouco, ele vai ter que pagar. E aí você se estabelece, sei lá, arruma um trampo junto o dinheiro, um tempo tararau depois que você resolver essa situação, porque assim, amiga, primeiro você virando as costas, seu pai vai virar automaticamente responsabilidade da sua mãe, automaticamente, Ah, eu vou usar 300 BRL para um parente vir alimentar ele, mas aí a comida, quem vai comprar sua mãe, né? Seu pai é uma pessoa provavelmente acamada, e tal deve precisar de suprimento para cuidados. Tudo vai ficar nas casas da sua mãe. Tá, beleza, isso vai ser inevitável. Eu sei que você está usando essa situação toda, tipo assim, você está no seu limite, você quer fugir de tudo isso? Eu também gostaria, eu faria também, entende? Só que, amiga, não, as coisas não são assim, entende? Eu acho que você tem que pensar para agir, principalmente porque agora não é só você, porque se

fosse só você agora. Entendeu? Ah, eu vou sair do país, sei lá. Você poderia ser aupair, né, babá fora do Brasil, você poderia fazer várias coisas, só que você está grávida, vai lá ser um bebê já, já, entendeu? E isso é isso, pra mim é a pior parte, porque ser mãe solo, com a família perto, é difícil. Você imagina sozinha, Luiza em outro país, que que você vai fazer com essa criança? Se começar a faltar, se começar a faltar comida, se começar a faltar um teto, aqui pelo menos ainda tem a casa da sua mãe.

Se tudo der errado, você tá na casa da sua mãe. Ah, meu tem, meu pai é para cuidar, mas você tá perto da sua mãe, entende? Se eu tiver trampando, fazendo alguma coisa, qualquer coisa acontecer, você tem sua mãe, você tem suas amigas aqui que pode te ajudar com a sua filha e lá quem vai te ajudar? Quem vai ser por você e Por Ela? Ninguém. Eu acho loucura, Luiza, porque você pode fazer esse mesmo movimento com a sua filha para fora do Brasil, numa situação menos acalorada, sabe?

Usando mais a cabeça, fazendo as coisas devagar, com calma. Eu acho que vale mais a pena você pensar, se acalmar, se planeja para essa saída do país, para essa mudança de vida. Porque agora você não é só você, tá? Você tem uma filha e as coisas não são assim. É isso, gente, o que que vocês acham? Oi, Bonner, tudo bem? Meu nome é Gustavo. Eu falo aqui de São Paulo, capital, Luiza. Eu acho que esse não é o momento de você pensar em ir pra fora.

Eu acho que não é um sonho que você deva matar, mas alguma coisa que você precisa postergar por enquanto. Você está grávida, você precisa de uma rede de apoio. Estar em outro país é muito complicado. Você precisa de ajuda da das pessoas que estão ali, por mais que você sinta muitas vezes que elas não te ajudam. Mas quando esse bebê nascer, você vai precisar da ajuda dessas pessoas. E sobre o seu pai? Tem que seguir aí a ideia de colocar ele realmente numa casa de recuperação, numa casa num aselo, enfim, deixar ele no lugar e você perder um pouco dessa responsabilidade.

E eu senti falta no seu relato de você falar também sobre a família dele. Ele não tem irmãos, ele não tem os seus avós que tão vivo, não sei. Enfim, procurar outras pessoas também pra tentar te dar aí uma rede de apoio, porque não dá pra você ficar fazendo isso sozinha. Boa sorte, vai dar tudo certo, viu? Oi Money, meu nome é Mayara, eu falo de Torres, no Rio Grande do Sul. Com isso que eu faria no teu lugar em primeiro lugar, colocaria meu pai numa casa de apoio gratuita ou uma clínica gratuita.

Tu diz que tem essa, essa possibilidade, né? Mas ele não quer. Então eu acho que uma pessoa, quando se encontra na situação em que o teu pai se encontra, ele não tem querer. É aquilo que tem para ele, infelizmente, ele tem que aceitar, né? Tu não pode fazer mais o que tu está fazendo porque tu está grávida. E já faz muito, está aguentando muito, sente simpática, né? Então o que tem para ele é isso, uma casa de de repouso gratuita. Ele vai ter que aceitar ele, querendo ou não, ele não tem querer.

Na situação em que ele se encontra, segundo, colocaria o genitor na minha filha, na justiça, ou ainda agora está no grávida, porque porque é um desaforo desse cara não querer assumir a paternidade e ainda impor regras na tua vida, o que tu pode ou não fazer. Com a permissão dele, né? Então acho que seriam as 2 coisas que eu faria. Ele não, eu não mudaria de país, porque eu acho muito arriscado uma grávida de 5 meses mudar de país, né?

Viver de vento aí de empréstimo os próximos 4 meses podendo não dar certo. Então não mudaria de país e faria, como eu te disse, beijinhos.

Transcript supplied by the publisher with the episode.

Podcast

Fala aí, mona!

Paloma Fernandes · Society & Culture · Portuguese

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